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          Boaventura Moreira de Andrade

          Eleito por cinco legislaturas consecutivas e sempre muito bem votado, Boaventura Moreira de Andrade é considerado a figura mais folclórica da história do Legislativo goianiense. Defensor das causas populares, tornou-se o fiel representante do povo carente. Seu jeito simples e sua profissão de pedreiro - e suas expressões engraçadas -, não o impediram de se tornar um dos maiores representantes políticos do Estado. Ao contrário. Com pouca instrução, era um autodidata da política. Combativo, bom articulador, sempre defendia suas idéias utilizando argumentos que faziam calar até mesmo o mais brilhante orador.

          Para ex-vereadores e ex-funcionários da Câmara, Boaventura Moreira de Andrade sempre foi um legislador de uma integridade inquestionável e que defendia a comunidade com unhas e dentes. Seu salário era mensalmente distribuído entre funerárias, farmácias, cartórios, médicos e dentistas que prestavam serviço à população carente.

          Mas o que tornou mesmo Boaventura uma figura folclórica foi o seu modo de se expressar, por utilizar em seus discursos e considerações, expressões engraçadas que acabavam se transformando em piadas. Como bom pedreiro, Boaventura não hesitava em auxiliar os trabalhadores braçais da prefeitura na conclusão de obras; junto com eles, cavava valetas, abria estradas e construía casas. E tem mais: ele era um excelente mergulhador e não foram raras as vezes em que foi chamado de madrugada para socorrer ou resgatar vítimas de afogamento no rio Meia Ponte.

          Os erros de português cometidos por Boaventura durante os discursos eram vistos com naturalidade e até chegavam a lhe conferir mais carisma. Mas em uma ocasião as dificuldades com o idioma foram registradas por um jornalista baiano, que criticou os goianos por terem representantes semi-analfabetos. Na época, o presidente da Câmara era Odon Rodrigues de Morais, pioneiro na Casa e vereador por quatro legislaturas. Ele conta que fez questão de responder a afronta do jornalista baiano escrevendo um artigo para o jornal, ressaltando que Boaventura era um dos melhores representantes da Câmara e lembrando que, curiosamente, também era um baiano. "Se vocês baianos não souberam reconhecer a figura brilhante que há por trás desse homem simples, nós goianos não perdemos tempo", argumentou em seu artigo.

          O advogado, escritor, e vereador na Câmara pelo PSB na 3ª Legislatura, Manuel Messias Tavares, lembra que Boaventura sempre teve muito prestígio no bairro onde morou, a Vila Nova, tanto que a principal praça do local leva o seu nome. Manuel Messias conta que inúmeras famílias carentes que não podiam sepultar os seus mortos receberam a ajuda de Boaventura, tanto que uma sala de velórios, localizada nas proximidades do Cemitério Santana, em Campinas, também recebeu o seu nome.

          A morte de Boaventura, ocorrida em 1965, durante o exercício de seu quinto mandato, encheu de tristeza o Legislativo e a população goianiense. Seu meio de locomoção era uma bicicleta, que o acompanhou em todos os cinco mandatos. Mas foi com ela que ele encontrou a morte. Ao se dirigir a uma farmácia da Vila Nova para aviar receitas de remédios de seus eleitores, o vereador foi atropelado por um veículo que descia a atual 5ª Avenida em alta velocidade. O vereador foi socorrido e chegou com vida ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A notícia foi rapidamente transmitida às autoridades políticas goianienses, que o aguardavam numa solenidade de inauguração de um posto de gasolina em Campinas. Por ter sido um dos maiores defensores dos interesses coletivos, não havia como não entrar para a história da Casa: Boaventura, além de um pedreiro que se tornou um homem público, foi um assistente social; hoje é um herói, um mito.


          Odon Rodrigues de Morais

          Aos 30 anos, Odon Rodrigues de Morais tinha uma vida tranquila como funcionário do Cartório do 2º Ofício de Goiânia. Mesmo assim, não recusou o desafio de enfrentar as urnas e representar a população goiana no Legislativo. Foi um dos mais votados na primeira eleição que disputou. Tomou posse no dia 6 de dezembro de 1947, quando era colocado um fim ao período negro do golpe de Estado liderado por Getúlio Vargas. Integrante da UDN (com passagem rápida pelo PR), Odon era oposição. Não havia diálogo entre os partidos e por isso as lembranças muitas vezes são de tempos de dureza.

          Por oito anos, o vereador cumpriu a responsabilidade delegada pelas urnas. Mas aí precisou se afastar e recompor sua vida patrimonial, já que o mandato pouco lhe dava em termos de retorno financeiro. Dedicou-se ao comércio, administrando primeiro uma farmácia e, depois, um bar. E só voltou ao Legislativo, oito anos depois, por insistência do amigo Hélio de Brito, candidato a prefeito. Ficou outros oitos anos como vereador. Não saiu mais da política, assumindo cargos em comissão. Em 1983, aposentou-se como diretor geral da Câmara.

          Odon dirigiu a Casa em duas oportunidades, sempre eleito por unanimidade. Uma lembrança feliz que ficou para toda a vida foi a eleição do filho, Bráulio de Morais, como vereador da Capital, seguindo os passos que trilhou nos idos de 47.

          Ana Pereira Braga

          Primeira mulher a ser eleita vereadora, ela é dona de uma vasto currículo e uma invejável trajetória política e profissional

          Eleita vereadora pela UDN na 1ª Legislatura (1947) , Ana Pereira Braga se tornou figura de destaque por seu comportamento combativo e, principalmente, por seu empenho e dedicação quase exclusiva à Câmara Municipal. Foi ela quem redigiu as atas das primeiras sessões, onde se percebe um clima político agitado, mas com discussões voltadas aos interesses do povo. Foi autora de importantes projetos para a Capital, como a construção do primeiro necrotério, do albergue municipal, da usina de luz para o distrito de Grimpas (atual Hidrolândia) e da edificação da Estação Rodoviária de Goiânia, além do pedido de verbas para o Teatro Otavinho Arantes (Teatro Inacabado), para os estudantes de artes plásticas e música, as bibliotecas e outros benefícios para a área cultural.

          Dona de um vasto currículo e uma invejável trajetória política e profissional, Ana Braga é formada em História, Filosofia, Geografia e Direito. Juntamente com Julieta Fleury e Maria José Oliveira, foi uma das primeiras vereadoras de Goiânia. Posteriormente eleita deputada, ocupou ainda o cargo de secretária estadual de Educação.Talvez, um dos maiores desafios de seu mandato como vereadora foi uma campanha em defesa dos filhos das vítimas da hanseníase, conseguindo atrair a atenção da sociedade e da imprensa, que deu total apoio à causa.

          José Naves Jr.

          Natural de Araguari, Minas Gerais, em 1934 José Rodrigues Naves Júnior deixou o conservadorismo do Triângulo Mineiro, levando na bagagem dois objetivos : buscar outras paragens e criar raízes. Tinha, então, 19 anos. Seguindo em direção a Goiás, instalou-se no bairro de Campinas. Foi trabalhar como porteiro-servente, a convite do primeiro prefeito de Goiânia, Venerando de Freitas, até fixar residência no distrito de São Félix, onde morou por 30 anos. Foi nesse pedaço de chão que, a partir de 1936, atuou como oficial do Registro Civil. Em 1965, volta à Capital e assume a Coletoria Municipal. Por 16 anos consecutivos, de 1947 a 1963, José Naves ocupou uma cadeira na Câmara Municipal (da 1ª à 4ª Legislatura). Foi presidente da Casa por duas vezes.

          Udenista histórico, José Naves fundou, em 1945, um diretório do partido em Goianira, o primeiro do Estado. Sua ficha de filiação, assinada em Anápolis, sustenta o número 1. Assim como seu título de eleitor, o primeiro emitido em Goiás. Por isso, nos 20 anos de existência da UDN, sequer chegou a cogitar em abandonar a legenda. Integrante da Executiva Regional do partido, ele foi também delegado convencional do Diretório Metropolitano de Goiânia. Municipalista de carteirinha, ele acreditava que o desenvolvimento macro de um país somente seria consolidado a partir do progresso de cada célula político-administrativa, representada pelos municípios.

          Trajano Guimarães

          Mineiro de Paracatú, Trajano de Sá Guimarães nasceu em 14 de fevereiro de 1932. Filho do casal João e Lídia de Sá Guimarães, em 1939 transferiu-se com a família para Anápolis. No Ginásio Arquidiocesano Municipal daquela cidade ele concluiu o 2º grau, ingressando em seguida no Seminário Anchieta de Silvânia. Em 1955, Trajano de Sá formou-se em Teologia pelo Seminário de Mariana, SP. Em 1957, de volta à Goiás, morou por algum tempo em Ceres, no Vale do São Patrício, antes de se estabelecer definitivamente em Goiânia.

          Em julho de 1959, casou-se com a biomédica Maria Helena Rebello, com quem teve três filhas: Patrícia Helena, Flávia Cristina (já falecida) e Valéria Regina. Nesta época ele já lecionava nos colégios Professor Pedro Gomes e Lyceu de Goiânia, e na Escola de Oficiais da Polícia Militar de Goiás. Foi também fundador, diretor e professor do Educandário Campinas.

          Formado em Filosofia, pela UCG, e em Direito, pela UFG, Trajano de Sá Guimarães foi eleito vereador por duas legislaturas, a 7ª (de 71 a 72) e 8ª (de 73 a 76). Orador eloquente, homem trabalhador, digno e honesto em seus propósitos, tanto como cidadão quanto como político, sua presença no Legislativo municipal muito dignificou sua passagem por este Estado. Faleceu em um acidente automobilístico na estrada de Iporá. Em 20 de maio de 1976, foi homenageado pela Câmara Municipal de Goiânia, que deu seu nome a um dos plenários da casa e a um grupo escolar no Parque Amazonas. Também um projeto de lei aprovado em 76 denomina de "Vereador Trajano de Sá Guimarães" a praça existente na confluência da rua 13 com a rua 22, no Setor Oeste.

          José Galvão

          José Santana Galvão de Castro foi vereador por duas legislaturas. Um dos mais jovens a assumir. Chegou ao Legislativo com 22 anos, representando os futebolistas (era diretor do departamento de futebol amador da Federação Goiana de Desporto, hoje Federação Goiana de Futebol), os lotéricos (foi um dos fundadores da Associação dos Agentes Lotéricos, posteriormente Sindicato dos Lotéricos de Goiás e do Bairro Popular). Uma de suas metas alcançou logo de imediato, que era integrar o Bairro Popular ao Centro de Goiânia.

          Galvão, no entanto, se notabilizou por ter o respeito unânime dos funcionários da Casa e apresentar projetos polêmicos. Um deles, que implantava na cidade um forno crematório, teve de ser promulgado pela própria Câmara, devido à resistência do prefeito da época, Manoel dos Reis. Outro projeto revogava todos os nomes das ruas do Centro de Goiânia, retornando à antiga nomenclatura. Ruas conhecidas tiveram seus números trocados por nomes, a exemplo da 20, 24 e 68, complicando a vida do goianiense. Galvão tentou ainda fazer com que todos os goianos ilustres fossem homenageados nomeando as ruas do setor Pedro Ludovico, fundador da Capital. Como Pedro estava cassado, o projeto não vingou.

          Zeuxis Gomes de Morais

          O Regime Militar teve Petrônio Portela como seu grande articulador nacional. Em Goiânia, um outro articulador fez história, terminando por ser comparado a Portela, honraria que mostrava o respeito dos amigos e adversários e destacava sua grande capacidade de atuação política. Zeuxis Gomes de Morais, o Portelinha de Goiás, é natural de São João do Piauí (PI) e foi eleito pela primeira vez para um mandato na Câmara de Vereadores de Goiânia em janeiro de 1971. Era um mandato tampão de dois anos. Em 1972 foi reeleito para mais quatro anos, e em 1974, para outros seis, totalizando 12 anos no Legislativo.

          Logo no primeiro mandato, Zeuxis assumiu a secretaria da Câmara e a condição de líder do prefeito Manoel dos Reis e Silva. No segundo, continuou líder do prefeito, e no terceiro, assumiu (de 75 a 77) a presidência da Casa. Teve passagem também pelo Executivo, como secretário de Obras e Serviços Públicos (a secretaria mais forte da época) do prefeito Hélio Mauro e secretário de Comunicação (responsável por toda a articulação política da administração) de Índio do Brasil Artiaga. Foi ainda líder do grupo de vereadores que ficou conhecido como Os Sete Homens de Ouro.

          Naquele tempo, lembra Zeuxis, os vereadores eram verdadeiros representantes dos bairros, onde tinham compromissos diariamente. O voto era uma escolha pessoal, e não resultado de uma estratégia de marketing, como hoje. Mas nem tudo era flores. Conta o ex-vereador que o povo não gostava da figura do prefeito nomeado, o que fez com que ele, em certo momento, sofresse desgaste na condição de líder do prefeito.

          Edmundo Rocha

          Durante os turbulentos anos 60 e 70 nem todos foram definitivamente tragados pelo sistema repressivo.

          Edmundo Florêncio Rocha foi um destes cânones dos direitos humanos, que disponibilizou sua jornada político partidária à luta pelo reestabelecimento do estado de direito. Baiano de Correntina, Edmundo Rocha chegou a Goiás nos idos de 1950, após completar 19 anos. Viúvo em 60, com duas filhas, dois anos mais tarde, porém, se casaria com uma de suas conterrâneas, a atual conselheira aposentada do TCM, Ivanisa Coimbra Rocha, com a qual tornou-se pai de três outras crianças.

          Em 63, assumiu seu primeiro mandato de vereador, pelo PTN. Faltando 15 meses para terminar seu mandato, Edmundo Rocha, juntamente com a maioria da população, civil e política, brasileira pôde sentir a mão pesada da Ditadura. Castelo Branco, através do Ato Institucional nº. 2 (AI-2) dissolveu todos os partidos, para, no mês seguinte, mediante a assinatura do AI-4, instituir o bipartidarismo. Surgia a ARENA e o MDB. Optou pelo último e em março de 77, consegue retornar à Câmara de Vereadores. Catorze dias após ter completado 51 anos morria, vítima de um acidente aéreo, causado por uma forte tempestade.

          Carlos Eurico

          Embalado pela doce brisa da Anistia, assinada em outubro de 79 pelo último presidente militar, general João Batista Figueiredo, Carlos Eurico, no auge de seus 13 anos, fizera-se Vicentino, um ofício católico, no qual pôde dar forma e direção aos seus interesses pelos carentes. Em agosto de 1980, ele se transferiu para Brasília, retornando à Goiânia em 83, na qual lançara, um ano antes, as fundações do Partido Social Cristão (PSC).

          Como primeiro presidente da legenda na Capital, seu nome foi lançado na campanha de deputado federal constituinte, em 86. Porém , não conseguiu ser eleito. Após um jejum de 28 anos impostos por militares e civis golpistas, Carlos Eurico assumiu uma cadeira no plenário do Legislativo goianiense em 1998, eleito um dos 33 representantes da 11ª Legislatura. Morreu em 13 de fevereiro de 1993, vítima de choque anafilático, provavelmente provocado por picada de inseto.

          Darcizo de Souza

          O escritor espanhol José Ingenieros já sentenciava: "Não se espere nada dos homens que entram na vida sem a febre de um ideal". Analisada por este ângulo, da história de Darcizo de Souza pode-se esperar tudo. Nascido em Catalão em 10 de novembro de 1943, veio ainda menino para Goiânia. Aluno do tradicional Colégio Pedro Gomes, em Campinas, e da Escola Técnica Federal, aos 17 anos ele entrava pela porta de serviço da Rádio Difusora: foi ser faxineiro. Aos 19, já tinha seu próprio programa, Ave Maria.

          Pessoa vibrante e simples, Darcizo de Souza transformou-se em pouco tempo no locutor mais querido da rádio Goiana. Conhecido como Barba, O Rei da Alegria, em A Sorte é Sua e Correio Musical, ele mobilizava a população dos bairros em torno de qualquer pessoa que precisasse de ajuda. Por uma dessas ironias do destino, o rompimento traiçoeiro de um aneurisma calou sua voz. Tinha então 33 anos, e vivia um dos momentos mais intensos de toda sua trajetória. Além de manter a todo vapor sua atuação no rádio, Darcizo de Souza cursava a Faculdade de Direito e tinha acabado de ser eleito vereador, um dos mais votados pela ARENA. Com o cérebro lesado em duas partes ele passou a viver vegetativamente em uma cadeira de rodas. O sorriso tímido e as palavras soltas tomaram o lugar de suas sonoras gargalhadas e seus discursos inflamados.

          Nos arquivos da Câmara Municipal de Goiânia não há muita coisa dita ou feita por Darcizo de Souza. Quando solicitada qualquer informação a esse respeito, os funcionários mais antigos se lembram de imediato do seu discurso, em 31 de março de 1977, exatamente dois meses antes de ser atingido pela doença, onde fazia apologia ao movimento de 64. Curto, mas direto, o discurso surpreendeu sobretudo os companheiros da bancada do MDB. Num tom bem radiofônico, lembrando as emissões religiosas das quartas-feiras na Rádio Difusora, ele inicia sua fala com uma reflexão profunda sobre "o futuro do homem", para logo tecer duras críticas ao radicalismo político e ideológico. Em seguida, Darcizo insiste no ambiente "de união, paz e prosperidade desta terra amada e abençoada por Deus". Quase no final, faz sua profissão de fé. "Quero deixar bem claro: somos a favor da Revolução". E lamentando a ausência de alguns vereadores do MDB, concluiu: "Não tenho a intenção de humilhar ou combater este ou aquele partido. Eu quero é ver a minha pátria feliz... o pão de cada dia em todas as mesas. Eu quero ver minha pátria realmente contente, contendo o que há na sua bandeira: ordem e progresso".

          Um radialista transformado em político pela força de sua popularidade, Darcizo de Souza não precisou fazer campanha para ser o vereador mais votado no pleito de 76. Era um homem que falava à alma do povo. "É certo que ninguém jamais o esquecerá", garante sua esposa, Leila Gontijo de Souza, com quem Darcizo teve dois filhos, Fernanda e Júlio, e criou dois sobrinhos, Kátia e Henrique. Ela conta que quando o marido foi mandado para casa, os médicos deram-lhe um prognóstico de 12 a 14 anos de vida. "Em junho, faz 21 anos que ele vem resistindo", lembra, emocionada. A receita: "Muito carinho e cuidados da família. Ele quase não toma remédios", afirma. O ambiente à sua volta é de alegria; não há sinal de dor ou frustração. "Quando Darcizo adoeceu, meus filhos eram crianças. Tive que prepará-los para aprender a conviver e cuidar bem do pai". Assim, todos se revezam nesses cuidados e, dentro de duas limitações, Darcizo de Souza presenciou o casamento da filha Fernanda, em 93, sendo conduzido numa cadeira de rodas especial até ao altar.

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